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Resumen

formadoras que atuam em contexto de português como língua não materna (PLNM). Conceitua-se o que é PLNM e como a proposta de se gerar conhecimento sobre o português em contextos plurilíngues se relaciona com o discurso da CPLP e do IILP, os quais apontam que a relação entre os países de língua oficial portuguesa é “fraterna” e baseada num passado histórico comum. Tal discurso revela um desejo de conciliação. Apresenta-se o conceito de plurilinguismo, o processo de consolidação do monolinguismo como norma e uma revisão crítica da história da expansão da língua portuguesa pelo mundo, bem como reflexões sobre a atual proposta de internacionalização do idioma. Esses processos revelam apagamentos dos cenários plurilíngues, das vozes de minorias e suas epistemologias. A partir da teoria do feminismo negro de Djamila Ribeiro (2019) e do conceito de lugar de fala, o repertório linguístico do sujeito e seu acesso ao aprendizado de português podem ser entendidos como um elemento da estrutura social que hierarquiza grupos e promove desigualdades, pois condiciona o acesso a espaços de cidadania. A proposta de conciliação pelo PLNM só será viável se, desde sua posição hegemônica, o português se permitir estar em silêncio para dar voz às minorias e consentir que novas epistemologias, narrativas e visões históricas surjam, ressignificando o que a língua portuguesa representa. O papel dos formadores pode ser fundamental como agentes dessa transformação.

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