Resumen
O artigo pretende apresentar como o universo dos Paiter Suruí é concebido e organizado por essa etnia. A construção decorre das apreensões e experiências do espaço de ação dessa etnia que habita os estados de Mato Grosso e Rondônia, que durante o ritual Mapimaí – a criação do mundo – tem nos fenômenos e representações simbólicas o encontro de suas identidades, de forma que no evento torna-se mais perceptível a espiritualidade, da qual a territorialidade é integrante, sendo, portanto, materializada. A concepção do presente trabalho é de base empírica (vivência no Mapimaí) e de referenciais teóricos que abordam a questão indígena. Ressalta-se que o ritual, como representação e manifestação cultural, em decorrência de fatores externos à etnia esteve “adormecido” durante vários anos e foi retomado, pois no entendimento dos Paiter Suruí reforça sua identidade como povo e com isso possibilita o fortalecimento espiritual e dos laços afetivos, o que permite assegurar a territorialidade, considerando as constantes ameaças à Terra Indígena Paiterey Garah (Sete de Setembro).
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